E eu me pego em meio a pensamentos. Pensamentos de medo, de insegurança, que me geram ansiedades que eu achei que eu nem tinha mais. Como depois de sofrer e vivenciar tantos traumas em relacionamentos eu me permito viver outro? Como passar pelo começo de uma nova relação, em que não se conhece ainda o outro o suficiente para sentir segurança e verdade no que se é falado ali. Eu peço verdade, eu peço sinceridade. Eu demonstro tranquilidade, tento respirar fundo a cada nova sensação que eu tenho. É uma luta diária e constante, para conseguir que minhas ansiedades e medos não atrapalhem a nova história que surge em minha vida. Mas essa luta cansa, tem dias que eu só consigo não acreditar em nada, e em ninguém. Que eu me pego presa a sentimentos ruins que não foi a nova pessoa que me causou, e sim a antiga. Preciso parar, respirar fundo, buscar a realidade, tirar um pouco do emocional que habita em mim. Sou pura emoção, puro sentimento. Me envolvo, me doo, me entrego. Quando eu vi, já me deixei levar pelo meu coração bobo que parece que esquece mais fácil do que eu o que já vivemos. Fazer a linha entre ele e as memórias é exaustivo, é doloroso, e ao mesmo tempo que preciso deixar para trás, preciso me lembrar para não me deixar levar novamente sem ouvir o meu racional. Ainda não aprendi a me equilibrar, a viver sem andar em uma corda bamba o tempo todo quando me relaciono novamente com alguém. Não quero mais sofrer, quero apenas a leveza de uma relação tranquila e que leve paz ao meu coração e ao meu racional. Enquanto isso, permaneço lidando com a ansiedade de não conseguir alcançar o tão sonhado equilíbrio entre eu e você. Mas com a esperança de que ela irá de chegar, e eu irei saborear cada pedacinho dela, com clareza, amor, e leveza. Te espero, equilíbrio.
Caminho meio gente, meio fada. Pé no além, outro na estrada.
sábado, 28 de março de 2020
A arte do equilíbrio
E eu me pego em meio a pensamentos. Pensamentos de medo, de insegurança, que me geram ansiedades que eu achei que eu nem tinha mais. Como depois de sofrer e vivenciar tantos traumas em relacionamentos eu me permito viver outro? Como passar pelo começo de uma nova relação, em que não se conhece ainda o outro o suficiente para sentir segurança e verdade no que se é falado ali. Eu peço verdade, eu peço sinceridade. Eu demonstro tranquilidade, tento respirar fundo a cada nova sensação que eu tenho. É uma luta diária e constante, para conseguir que minhas ansiedades e medos não atrapalhem a nova história que surge em minha vida. Mas essa luta cansa, tem dias que eu só consigo não acreditar em nada, e em ninguém. Que eu me pego presa a sentimentos ruins que não foi a nova pessoa que me causou, e sim a antiga. Preciso parar, respirar fundo, buscar a realidade, tirar um pouco do emocional que habita em mim. Sou pura emoção, puro sentimento. Me envolvo, me doo, me entrego. Quando eu vi, já me deixei levar pelo meu coração bobo que parece que esquece mais fácil do que eu o que já vivemos. Fazer a linha entre ele e as memórias é exaustivo, é doloroso, e ao mesmo tempo que preciso deixar para trás, preciso me lembrar para não me deixar levar novamente sem ouvir o meu racional. Ainda não aprendi a me equilibrar, a viver sem andar em uma corda bamba o tempo todo quando me relaciono novamente com alguém. Não quero mais sofrer, quero apenas a leveza de uma relação tranquila e que leve paz ao meu coração e ao meu racional. Enquanto isso, permaneço lidando com a ansiedade de não conseguir alcançar o tão sonhado equilíbrio entre eu e você. Mas com a esperança de que ela irá de chegar, e eu irei saborear cada pedacinho dela, com clareza, amor, e leveza. Te espero, equilíbrio.
quinta-feira, 26 de março de 2020
Entrelaços
E eu estava ali, deitada do seu lado, te vendo dormir. Vendo seus cachinhos caídos sobre o seu rosto, a sua perna em cima da minha, enroladas em uma coberta que tiramos toda do lugar antes de cairmos no sono. Parada te olhando, completamente sem sono enquanto você estava apagado, levei um susto quando você se mexe e procura minha mão, e quando a encontra, entrelaça seus dedos nos meus, me puxa para perto, sem nem abrir os olhos, e cai no sono profundo novamente.
Eu fiquei ali, olhando e pensando o quanto aquela cena tinha um significado enorme. Seus dedos entrelaçados nos meus, com tanta troca e intensidade, e tantas palavras que ecoavam sem nem precisarem ser ditas. Parei, e você nem sabe da existência da foto que eu tirei logo depois. Eu queria gravar a minha sensação quando você ali, me permitiu me abrir á você. Me abrir as oportunidades que você me traria, me abrir para sentimentos que eu nem sabia se ainda era possível que eu sentisse, me abrir para dormir do lado de outra pessoa, sem querer ir embora correndo, me abrir para criar uma história nova na minha vida, me abrir para te conhecer, me abrir para que você pudesse me conhecer, me abrir nas minhas risadas mais bobas, me abrir no meu jeito as vezes tolo de falar, me abrir para alguém. Eu fiquei ali, inerte, no medo de tudo que eu senti com apenas essa entrelaçada de dedos, no medo de me envolver, no medo da vontade que eu fiquei de te acordar e te puxar pra mais perto de mim ainda, no medo de sentir, no medo de amar. Inerte no sentimento de te querer, te querer comigo, te querer nas minhas histórias, querer que você soubesse de parte de mim que eu não mostrava a tanto tempo para outra pessoa, eu te queria, e saber que você também me queria me trouxe uma leveza que eu não conseguia sair dali mais. Da nossa cama, das nossas mãos, dos nossos toques, da nossa história, de nós dois. Ali, eu queria só te pedir para continuarmos nos entrelaçando, todos os dias, entrelaçar sentimento, vida e amor. Entrelaça comigo?
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