segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Amor Livre

     Pleonasmo. Ou deveria ser. Amor livre. Amor sem amarras, sem garras, sem medos, sem desesperos, sem inseguranças que não fazem sentido. Amor sem pudor, amor sem poder. Amor que colore, que tira do preto e branco. Amor real, amor apenas por amar, livre para ser reinventado. Amor com respeito, amor com carinho, amor com cuidado. O amor deveria ser a batida que balança apenas o coração, e não o corpo inteiro por receios. Amor que não segura, que deixa solto, mas que faz querer ficar. Amor que acaricia, que sente, que envolve, que quer querer. Não deveria ser tão difícil entendermos que amar vem de voar. Voar juntos, dançar juntos, planar juntos, alçar vôos diferentes e se encontrarem no final de cada vôo para dividir as experiências vividas. Respeito a individualidade, respeito ao espaço, mas desejo de compartilhar, desejo de estar, de ficar. É gratuidade, sem tempo para interrogações e dúvidas. É certeza, é vontade, é paixão. Eu clamo pela liberdade de amar, eu te desejo isso, eu me desejo isso. O amor é livre, e só os livres podem amar, pois ele é tão livre que ele pode, inclusive, permanecer. 



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Intensão de viver

    

    Intensidade. Viver com intensão. Intensão de se demonstrar o que quer, de se abrir sem amarras, de se permitir ter conexões. Conexões reais sem mentiras, sem jogos, sem precisar fingir ser algo que não é. Ser intenso é viver em busca, é querer encontrar. Encontrar a vida e as vivências que ela nos permite ter, mas que muitas vezes temos medo de vivenciá-las com intensidade. Encontrar o amor, a saudade, o desejo, a vontade. E também encontrar a dor, e quando entender que ela é necessária, acolhê-la. Hoje ser intenso nem sempre é bem visto, muito menos bem quisto, pela dificuldade em que o outro tem de acompanhar na mesma intensidade cada movimento feito por um intenso. E o intenso sofre, tendo que se pontilhar em cada linha que já havia sido traçada por ele. Cada pontinho vira uma angústia, um freio, um receio, uma insegurança. E as emoções continuam lá, sozinhas, esperando que alguém apenas pegue um lápis e junte esses pontinhos novamente em um traço só. E o intenso se cala, se abafa, se esconde, até que alguma outra alma intensa o encontre e o instigue a traçar a vida como sonha, como almeja, como deseja e acredita ser a melhor forma de viver, e não apenas de sobreviver.
Ser intenso é um dom, e não um defeito a ser trabalhado, apenas moldado para que possa ser visualizado e valorizado pelo intenso certo, e não desacreditado e desmoralizado pelos que acreditam ser sensatez. Intensão de viver todos temos, mas intensidade na vivência poucos sabem ter. Quanto maior a intensidade, maior o fluxo de energia pelo espaço. Quanta energia você deseja ter no seu?