segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Amor Livre

     Pleonasmo. Ou deveria ser. Amor livre. Amor sem amarras, sem garras, sem medos, sem desesperos, sem inseguranças que não fazem sentido. Amor sem pudor, amor sem poder. Amor que colore, que tira do preto e branco. Amor real, amor apenas por amar, livre para ser reinventado. Amor com respeito, amor com carinho, amor com cuidado. O amor deveria ser a batida que balança apenas o coração, e não o corpo inteiro por receios. Amor que não segura, que deixa solto, mas que faz querer ficar. Amor que acaricia, que sente, que envolve, que quer querer. Não deveria ser tão difícil entendermos que amar vem de voar. Voar juntos, dançar juntos, planar juntos, alçar vôos diferentes e se encontrarem no final de cada vôo para dividir as experiências vividas. Respeito a individualidade, respeito ao espaço, mas desejo de compartilhar, desejo de estar, de ficar. É gratuidade, sem tempo para interrogações e dúvidas. É certeza, é vontade, é paixão. Eu clamo pela liberdade de amar, eu te desejo isso, eu me desejo isso. O amor é livre, e só os livres podem amar, pois ele é tão livre que ele pode, inclusive, permanecer. 



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