segunda-feira, 22 de março de 2021

Minha escrita

     


    Todos nós vivemos situações internas em que não sabemos como reagir á elas. Algumas situações e emoções nos deixam sem norte e sem conseguir decifrar o turbilhão de sentimentos que nos trazem. Costumo falar que cada ser humano tem a sua forma de extravasar quando está assim, e se você ainda não tem a sua te sugiro descobrir qual seria. Alguns vão para o lado da arte. Desenham, se expressam através de um simples lápis e uma folha em branco. Outros cozinham, outros dançam, outros tocam violão. Alguns escutam músicas, e se deixam sentir levar pelas melodias. Alguns pintam, costuram, fazem artes com as mãos. Eu escrevo. Desde os meus 14 anos, escrevendo nas minhas agendas escolares para ler na frente da turma como mensagens do dia. A escrita me traz o poder de conseguir expressar tudo que meu interno grita, mas as vezes tem medo de assumir. A escrita me falar reler o meu auto entendimento e me faz me auto conhecer. Me leva a lugares difíceis de serem acessados até mesmo em terapia. Me deixa verbalizar sentimentos sem coragem sem medo do julgamento de quem estará escutando. A escrita me deixa pedir perdão e me perdoar de atitudes falhas, me deixa aquecer o coração quando estou apaixonada e meu coração se estremece ao reconhecer esse sentimento. Ela me abre, me disponibiliza, me traz aceitação, me traz memórias, me traz verdades, doloridas e gostosas. Eu sento, e escrevo. Sem pensar muito, sem pensar demais, sem me questionar, apenas escrevo. Essas semanas me peguei inclusive escrevendo uma música, e comecei a compor. E através das minhas próprias palavras, vou me descobrindo, me entendendo, me aceitando, me realocando interiormente. E assim, pequenas letras me mostram quem eu sou, o que eu sinto, e me guiam para onde eu tenho que ir. Te incentivo a começar também, o seu próprio método de extravasar e se conectar com seu interior, seja ele qual for.

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