segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Diferente.

Esperas. Aquele achar que você conheceu alguém "diferente", que dessa vez vai dar certo. Vocês combinam tanto, o papo flui, o toque é legal, tem carinho, tem atenção, tem admiração, é diferente. Diferente porquê? Diferente do quê? Não seria o padrão as relações terem carinho, terem admiração, e terem um toque bacana? Onde viemos parar que, quando se tem o pouco com alguém a relação vira especial e diferente? 
O pouco se transforma em muito em questão de dias, os dias se tornam mais intensos do que deveriam, o que deveria ser questionado passa despercebido, e você só quer acreditar, que é diferente sim, que você não está errada.
E aí vem a decepção. O corte, o erro, a falha. E o diferente se acaba, se vai, passa pelos dedos das mãos que estavam interligados a poucos minutos antes e some no ar que fica daquele "acabou", sem antes de ter começado, sem antes de terem realmente tentado. Fica a sensação de impotência, de insegurança, de dúvidas, de angústias e aflições. Se o diferente deu errado, como fazer dar certo? Se tudo fluía tão bem, porquê parou de fluir? 
Existe culpa? Existe a pessoa certa no momento errado mesmo? Existe o faltar ter feito algo? Como iremos descobrir porquê não deu certo? 
Você pode escolher, permanecer se perguntando, se questionando, se duvidando, ou pode aproveitar essa oportunidade e olhar apenas para você. O que você busca? O que realmente seria diferente para você? Você lembra o que é se apaixonar, ou qualquer migalha vira paixão? Quem você quer ser, e quem você quer encontrar? Você precisa estar na busca incessante de algo diferente, ou quando realmente for diferente você vai saber? Seja você a primeira diferença nas suas relações, e quando realmente for, seu coração vai vibrar diferente, diferente de verdade, diferente de coração.

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